Mais 10 hectares de floresta nativa – Programa Metro Quadrado da LIPOR expande-se nas Serras do Porto com o apoio do Fundo Ambiental

Há vários anos que a LIPOR, através do seu Programa Metro Quadrado, assegura a manutenção de cerca de dez hectares de áreas reflorestadas com espécies nativas no território do Parque das Serras do Porto, mas mais recentemente alargou o seu âmbito de colaboração com o nosso território, no decorrer do protocolo estabelecido com a Associação de Municípios que gere esta paisagem protegida regional.

Além da elaboração de um estudo com vista à implementação de um projeto de Sequestro de Carbono nas Serras do Porto, promoveu a expansão do Programa Metro Quadrado, contando para tal com o cofinanciamento do Fundo Ambiental. Neste âmbito, foram intervencionados mais de dez hectares de terrenos onde predominava o eucalipto e/ou espécies invasoras como acácias e háqueas, com o propósito de serem reconvertidos em floresta nativa e tendo em consideração o preconizado no Plano de Gestão para os Espaços Florestais Estratégicos, associados à estratégia de defesa contra incêndios.

Nessas novas áreas, que incluem desde margens de linhas de água a zonas de encosta, foi então efetuado o controlo das plantas exóticas e a adequada preparação do terreno, seguida da plantação de árvores como o sobreiro, o pinheiro-manso, o carvalho-alvarinho ou o medronheiro. De referir que numa das parcelas foram implementadas valas e bacias de retenção, que promovem em princípio uma maior irrigação das plantas, com benefícios expectáveis ao nível do seu crescimento – será efetuada uma monitorização comparativa das áreas intervencionadas, de modo a avaliar o custo-benefício da aplicação deste tipo de técnicas no contexto das nossas serras.

As árvores foram devidamente assinaladas com estacas e protetores e adubadas com Nutrimais, o composto natural produzido pela LIPOR na sua central de valorização dos resíduos orgânicos que são recolhidos nos municípios da sua área de atuação. Essa entidade não se comprometeu apenas com esta primeira intervenção, assegurando a manutenção das áreas durante pelo menos mais três anos.

Neste processo estão também envolvidos a Junta de Freguesia de Valongo e diversos outros proprietários que compreenderam a relevância deste trabalho em prol da gestão florestal e da biodiversidade. De facto, este projeto, além dos benefícios diretos que apresenta, assume um caráter demonstrativo e de capacitação, procurando incentivar mais proprietários e entidades a juntar-se nesta missão de expandir a floresta nativa no Parque das Serras do Porto.»